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quarta-feira, 29 de maio de 2013

A verdadeira qualidade de vida está na fé

Alemanha, país rico economicamente, sofre com a frieza espiritual de muitos. Mas a Universal tem colaborado para mudar essa situação

Por Cinthia Meibach / Fotos: Cedidas
redacao@arcauniversal.com
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Portão de Brandemburgo, símbolo da cidade de Berlim, capital e maior cidade da Alemanha
A história mostra que a primeira Bíblia impressa foi feita na Alemanha, por Johann Gutenberg, em 1450. Outro alemão, Martinho Lutero, quebrou paradigmas ao estabelecer o protestantismo, que se espalhou por todo o mundo, a partir do ano 1517. Ironicamente, esse mesmo país, que tem laços tão próximos à fé cristã, de acordo com pesquisa do estudioso de religião Nigel Barber, atualmente conta com cerca de 40 milhões de ateus.
A riqueza econômica e a posição de líder que ocupa diante dos seus vizinhos europeus não impedem que uma pessoa se mate a cada 45 minutos no país, de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Sem contar que 10% da população apresentam sinais de depressão.
Templo principal de Berlim
Para avivar a fé dos desesperançados, a Igreja Universal está estabelecida na Alemanha há 17 anos, onde conta com cinco templos, nas cidades de Berlim, Estugarda, Frankfurt, Munique e Hamburgo, abertos diariamente para anunciar a Salvação. Mais três núcleos de oração complementam o trabalho dos missionários, que estão sob o comando do   pastor Ranmivaldo Justino Pinto, de 41 anos.
“A maior luta que temos, e cremos que vamos vencer, é a de ganhar o povo alemão para o Senhor Jesus. Muitos, quando evangelizados, dizem não ter problemas, pois se apoiam na boa qualidade de vida. A Alemanha é um país rico, onde raramente vemos alguém reclamando de que não tem dinheiro. Mas, por outro lado, vemos pessoas tristes, vazias e depressivas, pois o que elas têm, materialmente, não supre a falta de Deus em suas vidas”, explica o pastor.
Equipe da Universal evangelizando
Sob o calor intenso ou frio de 20 graus negativos, como costuma fazer no país, a vontade dos voluntários da Universal em acender uma pequena fagulha de fé nos corações frios faz com que o mesmo trabalho intenso que acontece no Brasil e em outros países também se repita lá.
“Os obreiros são as colunas dessa Obra, pois sem eles o trabalho não seria possível. Eles nos ajudam a orientar as pessoas, acompanhá-las, auxiliam nos trabalhos de evangelização, visitas aos afastados, no Força Jovem, no projeto Raabe, entre outros”, destaca o pastor.
Pastores, obreiros e voluntários 
Desafios: combustível da Universal
A língua é um dos desafios enfrentados para a expansão do Evangelho na região, porém, nenhuma barreira permanece diante dos missionários, que se dedicam em aprender o alemão, mesmo sendo tão complexo.  “Temos aqui pastores que tiveram grande dificuldade em aprender a língua, mas hoje já a dominam e fazem a tradução das reuniões. Os alemães são bem rigorosos com a gramática, entretanto, percebemos que quando as pessoas veem o nosso esforço em aprender o idioma, valorizam muito essa atitude.”
Pastor Ranmivaldo e sua esposa, Kenia Luciana, clamando pelos membros 
O pastor Ranmivaldo acrescenta que o intenso sacrifício diário em favor de uma nação que tem um oceano de distância de sua terra natal se torna em prazer quando uma alma tão desacreditada se rende ao Senhor Jesus. “Não importa o lugar, muito menos as condições, as dificuldades, os desafios. A nossa vida é 100% para servir aos aflitos, aos desesperados, pois não visamos o nosso bem-estar, o nosso sucesso, mas sim o bem-estar e o sucesso daqueles que chegam até nós. Mas posso afirmar também que não há nada neste mundo mais gratificante do que servir a Deus, ser usado por Ele para levar a Salvação aos perdidos.”

Frutos do sacrifício
O que seria da vida da moradora de Munique Maria Otília Gaspar Gomes e de toda a sua família se não tivessem encontrado as portas da Universal abertas? Ela mesma responde: “Quando chegamos, já tínhamos buscado ajuda em vários lugares, inclusive em bruxos. Mas a vida não mudava, continuávamos sofrendo e piorando cada dia mais.”
O marido de Maria era doente e dependente do álcool; vício que o deixava descontrolado, a ponto de agredir a esposa verbalmente e até fisicamente. “A bebida trouxe outros problemas, como, por exemplo, vários acidentes de carro e muitas dívidas. E como se já não bastassem esses problemas, minha filha mais nova, que ainda era criança, via vultos, ouvia barulhos estranhos durante a noite, tinha muito medo e não conseguia dormir.”

Deixando de lado o preconceito e a dúvida, Maria (foto acima, no centro) passou a participar dos encontros da Universal e a praticar os ensinamentos bíblicos. O resultado da ação não poderia ser diferente do que a libertação total e completa dela e da família.
“Em 6 meses eu já estava liberta do vício do cigarro e o meu marido foi curado do ácido úrico e liberto do álcool. Minha filha mais nova também se libertou dos tormentos que a impediam de dormir bem e ter paz. Pagamos as dívidas e temos prosperado a cada dia mais. Porém, a mais recente vitória na minha família foi a mudança do meu filho mais velho e de sua esposa. Ele sentia a presença de espíritos malignos perto dele. Tinha problemas no casamento,  que sozinho não conseguia superá-los. Mas agora tem um casamento restaurado. Hoje, toda a minha família está na Universal e somos felizes”, comemora.

Em meio à pobreza, a riqueza da fé

Igreja Universal começa trabalho de apoio a moradores de aldeias que vivem na fronteira de Moçambique com Suazilândia

Por Cinthia Meibach / Fotos: Cedidas
redacao@arcauniversal.com
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Em pleno século 21, grande parte da população mundial que vive com uma renda média ou alta, quando ouve falar em pobreza tem em mente a imagem de poucas pessoas passando fome, moradores de favelas se espremendo entre seus barracos, ou de pedintes, adultos e crianças, que abordam motoristas no trajeto para o trabalho ou para casa.
Entretanto, a pobreza vivida pela maioria da população do pequeno território de Suazilândia, país africano que faz divisa com Moçambique e África do Sul, vai além de qualquer imaginação de quem nunca esteve lá.
A miséria profunda é comum nas áreas rurais do país. O que se planta, raramente cresce, e pela falta de emprego, muitos têm de buscar trabalho nas duas cidades grandes da região, Mbabane e Manzini, ou mudarem para a África do Sul.
Para piorar a situação desses habitantes, Suazilândia tem que conviver com o lamentável título de ter a maior taxa de contaminação pelo vírus da aids no mundo. A nação minúscula de aproximadamente 1,4 milhão de pessoas tem, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 38% dos adultos portadores de HIV. Somente entre as mulheres de 25 a 29 anos, o índice de infectadas chega a 56%.
Apesar de o país ser liderado por um rei, Mswati III, também chamado de "o leão", que reina na Suazilândia desde 1986, o povo está longe de ter uma vida de plebeu, quanto mais de nobreza. Cerca de 70% de sua população vive abaixo da linha da pobreza. 
Sabendo desses infortúnios, o bispo João Leite, responsável pelo trabalho evangelístico da Igreja Universal do Reino de Deus em Moçambique – país que mesmo com uma recuperação econômica impressionante nos últimos anos ainda está entre os 20 mais pobres do mundo, com aproximadamente cerca da metade da população adulta vivendo na pobreza e também com um grande número de afetados pelo vírus da aids –, direcionado pelo bispo Edir Macedo, começou, na última semana, um trabalho evangelístico em aldeias que ficam na divisa entre esses dois países.

“Abrimos aqui o ‘Ministério das Aldeias’. Coloquei um pastor que fala as línguas locais como ‘ministro das aldeias’. O trabalho dele será fazer com que tenhamos todo final de semana reuniões nesses locais mais distantes do país. No último final de semana, foram feitas reuniões em 12 aldeias, e muitas pessoas entregaram a vida para Jesus”, explica o bispo João Leite. 
A concentração de fé foi feita no meio do nada, com a ajuda de pastores e obreiros, que mesmo preparados e acostumados a lidar com o sofrimento, se assustaram com o cenário encontrado. “O que mais me impressionou foi a profunda miséria, tanto física quanto espiritual. De fato não há nada. O básico para o ser humano sobreviver não existe. Para encontrar água, é preciso andar quilômetros. Eles comem o que plantam. Não há banheiros, as necessidades são feitas no meio do mato. Para você ter uma ideia, há pessoas que nunca dormiram em uma cama. Vivem em casas de palhas, normalmente com mais 10 pessoas”, detalha o bispo.

Porém, tal situação de calamidade não impediu que a fé desse povo sofrido fosse despertada com a chegada dos voluntários da Universal, como destaca ele: “Fomos recebidos com uma alegria contagiante. Com respeito à fé, eles mostraram que ela é muito grande, só é preciso ensiná-los a separá-la da emoção, pois o africano é um dos povos mais emotivos do mundo. Talvez seja essa a razão de tanto sofrimento e de tanta escravidão.” 
Semelhantemente aos seus vizinhos, os moradores das aldeias cultivam tradições e ritos de seus antepassados, pois acreditam que a proteção dos espíritos dos seus ancestrais poderá interferir na real situação vivida por eles. Não é difícil encontrar reuniões familiares em busca de conselhos de mortos e até a prática de rituais que envolvem matança de animais. 
Da mesma forma, ao ar livre, os encontros da Universal também estão sendo feitos, mas não para buscar nos mortos alguma resposta, mas para invocar um Deus vivo que tem atendido milhões de pessoas em todo o mundo, quando elas O buscam de todo o coração. 

“O objetivo não é nosso, mas é de Jesus: de fazer o Evangelho chegar a essas pessoas, pois só o Evangelho é capaz de transformar as suas vidas. Muitas das que ali estão, se a colocarmos em uma boa casa, com tudo do bom e do melhor, não vamos conseguir transformá-las, pois a pobreza espiritual é infinitamente maior do que a pobreza física. Nosso desejo é dar a elas a oportunidade da Salvação de suas almas. Essa é a maior preocupação de Jesus. Essa é a maior preocupação do bispo Macedo, e essa também tem sido a nossa maior preocupação”, comenta o bispo. 
O trabalho na região está apenas começando, são 10 províncias em Moçambique, e em cada uma a ação evangelística já está em andamento, assim como também em mais dois distritos distantes. O desejo do bispo é que algumas tendas sejam construídas em breve, para que mais reuniões sejam feitas nos finais de semana. 
O apoio da Igreja Universal não vai se resumir apenas ao âmbito espiritual, que é de longe o mais importante, mas também em promover, após cada culto, o apoio físico, e, em parceria com a Associação Beneficente Cristã, ajudá-los com suas necessidades básicas. “Aqui, o que para nós é pouco, tem um valor muito grande para eles”, conclui o bispo.