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quarta-feira, 29 de maio de 2013

E se a Palavra de Deus fosse proibida no Brasil?

Em alguns países, essa é a realidade. Mas na China, a fé tem ultrapassado as suas "muralhas"

Por Cinthia Meibach / Fotos: Cedidas
redacao@arcauniversal.com
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Voluntários da Universal 
Um vídeo de chineses recebendo pela primeira vez uma Bíblia tem circulado na internet e feito muitos cristãos refletirem sobre a preciosidade da Palavra de Deus. Com ansiedade, eles rasgam a embalagem, beijam e apertam o livro junto ao peito, como forma de respeito e felicidade pelo momento (veja o vídeo ao final dessa matéria).
Em países ocidentais, como no Brasil, por exemplo, ter acesso ao Texto Sagrado é algo normal. Você pode encontrá-Lo em livrarias, igrejas e até em supermercados.  Há também a opção de baixar a Bíblia Sagrada em arquivo e levá-la por onde for, nos dispositivos móveis, como celular e notebook. Tanta comodidade faz com que muitos não valorizem a Palavra de Deus da forma indicada pelo próprio Senhor Jesus:
“Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam;” João 5:39
Rua de Hong Kong
A China é um país marcado por contrastes. Enquanto o liberalismo econômico é pregado aos quatro cantos como forma de desenvolvimento, a liberdade religiosa e política é controlada. Embora a Constituição afirme que os cidadãos chineses "gozam de liberdade de crença religiosa", na prática, organizações públicas de qualquer religião são proibidas. Os cristãos, por exemplo, não podem se reunir em templos não registrados.
Porém, tais determinações não impedem a Universal de fazer o que mais sabe: ganhar almas para o Reino de Deus. Desde 2004 no país comunista, além do templo localizado em Hong Kong, há também trabalhos especiais em  algumas ilhas, como Macau, e em grandes cidades, a exemplo de Shenzhen, Guanzhou, Shatin e South Horizon.
Voluntários dizem "não ao bullying"
“Temos uma igreja com cerca de 800 membros. Contamos também com voluntários que visitam hospitais e distribuem alimentos aos necessitados. Semelhantemente ao Brasil, grupos como Força Jovem e EBI realizam campanhas contra o bullying, e oferecemos aulas de inglês para quem quer aprender a língua”, explica o pastor Tak Chi Wu, de 45 anos.
Dia da consagração do pastor Tak e sua esposa Aida
Consagrado a pastor no último dia 1º de maio pelo bispo Wladimir Nunes, responsável pelo trabalho evangelístico da Ásia, ao lado do pastor de Wai Lun Pang, que coordena a evangelização em Hong Kong, o pastor Tak está na Igreja Universal há 15 anos. Chinês, ele saiu de seu país em busca de solução para a vida sofrida que levava, mas, chegando ao Brasil, a situação só piorou, porque o problema não estava no lugar em que ele vivia, mas dentro dele. “Eu era uma pessoa negativa, depressiva, infiel à minha esposa. Por ser assim, fui traído também. Isso me fez pensar várias vezes em suicídio. Sem contar que eu tinha o vício do cigarro, era mau caráter, desonesto, um pai ausente, tinha maus olhos e era muito mentiroso”, recorda.
Mas não importa a nacionalidade, cultura ou religião, quando o Espírito Santo age, não há coração de pedra que resista. Tak é exemplo disso. “Fui convidado pela minha esposa para conhecer a Universal, em outubro de 1998. Com um ano na Igreja, nós íamos evangelizar nas comunidades com nossas filhas pequenas. Nada nos parava. Passamos muitas lutas e dificuldades para compreender a Palavra de Deus. Mas, depois de muitas campanhas e sacrifícios de fé, me quebrantei diante de Deus. Eu vi que era um pecador e necessitava de um Salvador.”
A mudança própria e de toda família não era suficiente para o novo convertido. Ele queria mais. E o chamado divino foi feito. “Fui levantado a obreiro em 2010. Já havia conquistado muitas bênçãos, mas o amor pelas almas falou mais forte. O senhor Jesus disse para pregar por todo o mundo, não só no Brasil. A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Chamados para obra em junho de 2012 ,chegamos em Hong Kong em julho do mesmo ano.” 
Nova unção  
Pastor Tak evangelizando nas ruas de Hong Kong
Para o pastor Tak, a consagração recebida no último dia 1º representa mais unção da parte de Deus na vida dele, para anunciar aos mais de 1,3 bilhão de habitantes chineses que só o Senhor Jesus pode salvá-los do inferno eterno. 
Porém, essa missão não é nada fácil. Mesmo sendo nativo, o pastor explica que a dificuldade de comunicação deve ser vencida, haja vista que existem mais de 3 mil dialetos regionais, entre eles os mais falados são o mandarim – considerado o idioma oficial da região de Pequim – o cantonês, sichuanês e hakka. 
Superando desafios 
Lidar com a herança cultural e religiosa dessa população requer também muita sabedoria, pois ídolos dos antepassados chineses são cultuados e lembrados a todo instante pelas famílias. “Eles têm uma tradição milenar, passada por várias gerações.
Então, há uma resistência ao Evangelho, em virtude dessa raiz religiosa. Mas, como já foi determinado, as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja de Jesus, e o Evangelho está sendo aceito. Dia após dia o povo tem se rendido ao Senhor Jesus.”
Templo de Hong Kong, que fica localizado em um edifício
Fazer discípulos num país em que as pessoas só pensam em trabalhar é outro desafio dos voluntários da Universal. Para isso, os obreiros estão sempre presentes no templo de Hong Kong e nos núcleos, prontos para receber quem chega, aconselhando, orando e se dedicando aos sofridos. Para os servos de Deus no país, as adversidades servem como combustível para manter a fé em alta e sempre em atividade. 
“Não agimos pela emoção, usamos a fé inteligente, porque quando se coloca a mão no arado não se olha para trás. Nosso objetivo é ter um Templo de Salomão em cada país da Ásia, para concluir o anúncio do Evangelho para toda a humanidade. Pois é só isso o que falta para a volta do Senhor Jesus Cristo”, concluiu o pastor Tak, almejando coisas grandes para o povo chinês.
Confira o vídeo de chineses recebendo Bíblias:

Em meio à pobreza, a riqueza da fé

Igreja Universal começa trabalho de apoio a moradores de aldeias que vivem na fronteira de Moçambique com Suazilândia

Por Cinthia Meibach / Fotos: Cedidas
redacao@arcauniversal.com
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Em pleno século 21, grande parte da população mundial que vive com uma renda média ou alta, quando ouve falar em pobreza tem em mente a imagem de poucas pessoas passando fome, moradores de favelas se espremendo entre seus barracos, ou de pedintes, adultos e crianças, que abordam motoristas no trajeto para o trabalho ou para casa.
Entretanto, a pobreza vivida pela maioria da população do pequeno território de Suazilândia, país africano que faz divisa com Moçambique e África do Sul, vai além de qualquer imaginação de quem nunca esteve lá.
A miséria profunda é comum nas áreas rurais do país. O que se planta, raramente cresce, e pela falta de emprego, muitos têm de buscar trabalho nas duas cidades grandes da região, Mbabane e Manzini, ou mudarem para a África do Sul.
Para piorar a situação desses habitantes, Suazilândia tem que conviver com o lamentável título de ter a maior taxa de contaminação pelo vírus da aids no mundo. A nação minúscula de aproximadamente 1,4 milhão de pessoas tem, de acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 38% dos adultos portadores de HIV. Somente entre as mulheres de 25 a 29 anos, o índice de infectadas chega a 56%.
Apesar de o país ser liderado por um rei, Mswati III, também chamado de "o leão", que reina na Suazilândia desde 1986, o povo está longe de ter uma vida de plebeu, quanto mais de nobreza. Cerca de 70% de sua população vive abaixo da linha da pobreza. 
Sabendo desses infortúnios, o bispo João Leite, responsável pelo trabalho evangelístico da Igreja Universal do Reino de Deus em Moçambique – país que mesmo com uma recuperação econômica impressionante nos últimos anos ainda está entre os 20 mais pobres do mundo, com aproximadamente cerca da metade da população adulta vivendo na pobreza e também com um grande número de afetados pelo vírus da aids –, direcionado pelo bispo Edir Macedo, começou, na última semana, um trabalho evangelístico em aldeias que ficam na divisa entre esses dois países.

“Abrimos aqui o ‘Ministério das Aldeias’. Coloquei um pastor que fala as línguas locais como ‘ministro das aldeias’. O trabalho dele será fazer com que tenhamos todo final de semana reuniões nesses locais mais distantes do país. No último final de semana, foram feitas reuniões em 12 aldeias, e muitas pessoas entregaram a vida para Jesus”, explica o bispo João Leite. 
A concentração de fé foi feita no meio do nada, com a ajuda de pastores e obreiros, que mesmo preparados e acostumados a lidar com o sofrimento, se assustaram com o cenário encontrado. “O que mais me impressionou foi a profunda miséria, tanto física quanto espiritual. De fato não há nada. O básico para o ser humano sobreviver não existe. Para encontrar água, é preciso andar quilômetros. Eles comem o que plantam. Não há banheiros, as necessidades são feitas no meio do mato. Para você ter uma ideia, há pessoas que nunca dormiram em uma cama. Vivem em casas de palhas, normalmente com mais 10 pessoas”, detalha o bispo.

Porém, tal situação de calamidade não impediu que a fé desse povo sofrido fosse despertada com a chegada dos voluntários da Universal, como destaca ele: “Fomos recebidos com uma alegria contagiante. Com respeito à fé, eles mostraram que ela é muito grande, só é preciso ensiná-los a separá-la da emoção, pois o africano é um dos povos mais emotivos do mundo. Talvez seja essa a razão de tanto sofrimento e de tanta escravidão.” 
Semelhantemente aos seus vizinhos, os moradores das aldeias cultivam tradições e ritos de seus antepassados, pois acreditam que a proteção dos espíritos dos seus ancestrais poderá interferir na real situação vivida por eles. Não é difícil encontrar reuniões familiares em busca de conselhos de mortos e até a prática de rituais que envolvem matança de animais. 
Da mesma forma, ao ar livre, os encontros da Universal também estão sendo feitos, mas não para buscar nos mortos alguma resposta, mas para invocar um Deus vivo que tem atendido milhões de pessoas em todo o mundo, quando elas O buscam de todo o coração. 

“O objetivo não é nosso, mas é de Jesus: de fazer o Evangelho chegar a essas pessoas, pois só o Evangelho é capaz de transformar as suas vidas. Muitas das que ali estão, se a colocarmos em uma boa casa, com tudo do bom e do melhor, não vamos conseguir transformá-las, pois a pobreza espiritual é infinitamente maior do que a pobreza física. Nosso desejo é dar a elas a oportunidade da Salvação de suas almas. Essa é a maior preocupação de Jesus. Essa é a maior preocupação do bispo Macedo, e essa também tem sido a nossa maior preocupação”, comenta o bispo. 
O trabalho na região está apenas começando, são 10 províncias em Moçambique, e em cada uma a ação evangelística já está em andamento, assim como também em mais dois distritos distantes. O desejo do bispo é que algumas tendas sejam construídas em breve, para que mais reuniões sejam feitas nos finais de semana. 
O apoio da Igreja Universal não vai se resumir apenas ao âmbito espiritual, que é de longe o mais importante, mas também em promover, após cada culto, o apoio físico, e, em parceria com a Associação Beneficente Cristã, ajudá-los com suas necessidades básicas. “Aqui, o que para nós é pouco, tem um valor muito grande para eles”, conclui o bispo. 

Um sacrifício que vale a pena

Distância da família, perseguição, temperatura abaixo de zero e costumes diferentes não impedem a Obra de Deus de avançar na Rússia

Por Cinthia Meibach / Fotos: Cedidas
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Normalmente, para qualquer pessoa que tem uma certa estabilidade em seu trabalho e família, fazer coisas simples como se programar para comer, dormir, passear, conviver com os entes queridos e amigos é algo mais do que comum.  Entretanto, para bispos e pastores da Universal e suas esposas, pessoas que optaram por servir a Deus e se entregar pelos sofridos, sem medir esforços e nem olhar para as adversidades, tais atitudes, muitas vezes, são deixadas de lado, em nome do amor pelas almas.
A exemplo do patriarca Abraão, jovens têm largado casa, família e projetos pessoais para ir atrás de um chamado feito particularmente pelo próprio Deus a cada um deles.
Há 11 anos pregando a Palavra de Deus na Rússia, o pastor Eder Figueiredo, de 30 anos, foi chamado para o altar aos 17. Tal decisão fez com que ele tivesse que renunciar e enfrentar muitas coisas para realizar o sonho de servir a Deus: “O primeiro impacto foi a temperatura, pois saímos do Rio de Janeiro com 35 graus e desembarcamos em Moscou com menos 23. Sem contar a mudança radical de costumes, como roupas e comidas, que são bem diferentes do que encontramos no Brasil”, detalha.
Mas essas foram apenas algumas das dificuldades enfrentadas, uma das mais difíceis ainda estava por vir: a comunicação.  “Mal conseguíamos entender as pessoas. Era duro, pois tivemos que aprender a língua na marra. Ou aprendíamos a língua ou o povo continuaria sofrendo. E querer ver vidas transformadas era o que nos incentivava e incentiva até hoje a nos dedicar aos estudos e a nos adaptar, seja no lugar que for.”
A ação da Universal no país começou em 1997, e hoje conta com quatro templos e quatro trabalhos especiais. Porém, as barreiras para o estabelecimento e crescimento da Obra de Deus ainda é grande, necessitando de muita oração, atitude e perseverança dos missionários que lá vivem.
O desejo de mostrar o poder do Deus vivo
“Na cabeça de muitos aqui, a única igreja é a ortodoxa, e as outras igrejas são consideradas seitas. O povo também ainda sofre por ter na memória ensinamentos do regime comunista, que reinou aqui por 80 anos. Muitos são ateus, e muitos dos que creem em Deus praticam uma fé emotiva.”
A perseguição religiosa vista constantemente em países da África e da Ásia também se reflete na Rússia, como explica o pastor: “Nas evangelizações, já chamaram várias vezes a polícia para proibir-nos de falar de Jesus. Policiais invadiram a igreja para revistar e ver se encontravam alguma irregularidade”.
Apesar de tantos desafios, a fé e o desejo de mostrar o poder do Deus vivo aos que sofrem têm prevalecido na vida de cada pastor. Tanto que a Obra no país avança, trazendo a luz divina e o calor da fé aos corações frios. 

“A Universal na Rússia tem avançado, e o trabalho é feito como em todo o mundo. Temos reuniões diárias, várias vezes por dia, atividades com os jovens, visitamos hospitais e fazemos evangelizações nas ruas, até mesmo com temperaturas muito baixas. Tudo isso porque nada pode parar o trabalho da Igreja, pois é essa certeza que nos leva a ficar longe do nosso país de origem, de familiares e, principalmente, a paixão pelas almas. Não olhamos para nenhuma dificuldade”, destaca.
Aqueles que têm uma vida projetada para as realizações pessoais podem até conquistar seus objetivos ao longo dos anos, seja o sucesso financeiro, profissional ou familiar, porém, nenhuma conquista poderá se comparar à recompensa de livrar almas do inferno e trazê-las para o Reino de Deus.
“Quando somos revoltados, nos entregamos 100% nessa Obra. Colocamos toda a nossa força naquilo que fazemos e, quando vemos a mudança na vida das pessoas, famílias salvas, vidas reconstruídas, essa é a nossa maior alegria e recompensa.”

Mísseis, tanques de guerra e fé

Há 12 anos em Israel, Universal leva a Palavra de Deus e apoio social aos sofridos do país

Por Cinthia Meibach / Fotos: Cedidas
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Templo da Universal em Tel Aviv
Em uma rápida pesquisa sobre Israel na internet, notícias de constantes conflitos envolvendo o país são encontradas com facilidade: “Grupo salafista assume disparo de dois foguetes contra Israel”; “Israel abre fogo contra Síria”; “Israel fecha acesso a Gaza após ser atingido por foguetes”; “Israel se prepara para ataque químico sírio”; “Aiatolá ameaça 'aniquilar' Tel Aviv e Haifa”.
Para quem está do outro lado do mundo e toma conhecimento de fatos como esses, dependendo do nível de interesse pelo lugar e pelas pessoas que lá estão, até se sensibiliza com os conflitos, mas, geralmente, logo se entretém com outras informações que dizem respeito ao próprio dia a dia.

Já para o pastor espanhol Antonio de Francisco Cantúa, de 45 anos (foto acima), o primeiro impacto com essa realidade, totalmente diferente da vivida por ele na Espanha, fez com que compreendesse a necessidade da pregação do Evangelho para o povo de Israel. “Passamos por situações como, por exemplo, quando, no mês de setembro de 2012, membros da organização terrorista Hamas lançaram mísseis sobre Israel, chegando a atingir civis. As pessoas estavam vivendo normalmente, quando de repente, soaram as sirenes anunciando a chegada de um novo míssil. Todos ficaram aterrorizados, buscando um refúgio antibomba para se proteger. Foram semanas em que percebíamos uma grande tensão entre a população.”
Mas, ouvindo isso, pergunto ao pastor: “O que lhe fez sair do seu país para enfrentar momentos de terror como esses?” A resposta é a mesma que todos os voluntários da Universal têm na ponta da língua: “A sede insaciável de ganhar almas para o Reino de Deus. Essa sede que se forma dentro da pessoa batizada no Espírito Santo aumenta quando ela escuta o chamado de Deus e se dá conta de que sua vida não tem mais nenhum sentido se não for para servi-Lo.”

Desde a época do patriarca Abraão, o país tem em sua história êxitos e exílios. Já foi dominado pelo Império Romano, Otomano e esteve sob o domínio britânico, até ser beneficiado pela resolução da Organização das Nações Unidas (ONU), quando, em 1948, tornou-se uma comunidade organizada, com instituições políticas, sociais e econômicas bem desenvolvidas.
Uma grande miscigenação religiosa e cultural faz com que pessoas de diversas religiões convivam no mesmo lugar. Entretanto, o judaísmo e o islamismo são as crenças predominante na região. “Dificilmente, alguém dessas duas religiões aceita o cristianismo, pelo contrário, muitos são radicais e rechaçam abertamente o nome de Jesus. Mas há também israelenses que não têm nenhuma religião, como também árabes com tradições católicas e mais de 1 milhão de imigrantes de vários países que são alcançados facilmente pelo Poder da Palavra de Deus”, esclarece o pastor.
Com inteligência
Uma das obreiras evangelizando nas ruas
Apesar de o Estado de Israel, que abriga quase 7 millhões de pessoas, ser considerado um dos países mais desenvolvidos do Oriente Médio, muitos chegam aos templos da Universal – um em Haifa e outro em Tel Aviv – com problemas de depressão, insônia, crises familiares, dificuldades financeiras e com vícios. Para alcançar esses sofridos, o pastor Antonio explica que é preciso ter um prévio entendimento das tradições e formas de pensamentos dessas pessoas, para que a Obra do Espírito Santo aconteça mais rapidamente. “Além de termos que aprender o idioma hebraico, temos que saber que não podemos falar das coisas de Deus com um árabe do mesmo jeito que falamos com um judeu. Temos que nos dirigir a eles de maneiras diferentes.”
Obreiros e pastores da Universal de Israel
Quando elas chegam, além do apoio espiritual do pastor Antônio, sua esposa, mais dois pastores e seis obreiros, que são multitarefa, também encontram apoio social, por meio de ações em diversas áreas. “Realizamos um trabalho em três hospitais, visitando enfermos e organizando eventos para entretê-los. Também damos assistência a um refúgio de mulheres maltratadas, vítimas de abusos, que recebem motivação por meio de palavras e contam com serviços de beleza para recuperar a autoestima.”
As voluntárias se fantasiam para levar alegria aos idosos que sofreram traumas 
Os sobreviventes do Holocausto não foram esquecidos pela Universal de Israel, que atua no país há 12 anos. Os hoje anciões, que viveram momentos terríveis nos campos de concentração, são visitados constantemente, e quando fazem aniversário, comemoram com festa feita pelos voluntários da Igreja. “Sempre levamos a eles uma mensagem de perdão e superação, pois sabemos que foram marcados por grandes traumas. Muitos viram familiares morrerem nas câmaras de gás ou executados friamente.”
Obreiro Gustavo e sua equipe de futebol
Um dos obreiros, Gustavo Boccoli, que é jogador de futebol profissional, começou um novo projeto, chamado “A escolinha de futebol”, que consiste em tirar os adolescentes das ruas, alertando-os sobre os riscos da criminalidade e das drogas. Para a surpresa do pastor, a iniciativa tem conseguido ir além das expectativas: “Conseguimos integrar jovens judeus e palestinos, algo muito difícil nesse país”, comenta, referindo-se à disputa por terras sagradas que envolve os dois povos.
Refugiados recebendo sopa preparadas pelos voluntários
A mão amiga chega também aos refugiados de guerra, pessoas que não podem trabalhar, que vivem em tendas nos campos de refugiados, sem condições básicas de higiene e sem alimentação adequada. Elas recebem dos valentes da Universal alimentos e orações. “Atendemos e oramos por aqueles que aceitam nossa ajuda. A maioria deles é formada por muçulmanos, que nos rejeitam, mas, mesmo assim, continuamos insistindo nesse trabalho”, revela o pastor.
Até uma réplica do Templo de Salomão foi feita para arrecadar fundos 
E quem pensa que só porque esses voluntários vivem na Terra Santa eles não se interessam em ver o Templo de Salomão construído no Brasil se engana, e muito. O mesmo espírito de união que existe aqui, habita no meio deles também. Recentemente, um bazar estiloso foi organizado pela equipe da Universal, com direito a doces, salgados e muito capricho em cada detalhe do evento para receber os compradores. 
Pastor Antonio e sua esposa já se acostumaram com a presença de tanques de guerra no país
Ameaça de guerra, rejeição por parte de judeus e árabes, diferenças culturais, escassez de mão de obra, nada desses fatores influenciam negativamente os pastores, obreiros e fiéis que lá estão. Pelo contrário, tais situações só fazem com que o propósito de levar a Salvação eterna se fortaleça ainda mais. “Na Universal, temos aprendido a usar a fé inteligente, sem nos deixar dominar pelas emoções. E servir a Deus é saber que estaremos dispostos a ouvir a voz dEle, dizendo sempre ‘Eis me aqui, Senhor!’ Não podemos permitir que nenhuma preocupação, seja ela qual for, nos impeça de ganhar almas para Jesus. Nossa satisfação é ver as pessoas felizes ao encontrá-Lo”, afirma.
Conquista
Felicidade que a árabe israelense Margarita Saigh encontrou no Cenáculo de Israel, há 3 meses. Havia muito tempo sofrendo de depressão e sem dormir à noite, ela conta que aprendeu a exercitar a fé após os ensinamentos recebidos na Universal. “Depois de 1 mês frequentando e fazendo as correntes fiquei livre da depressão e passei a dormir bem. Por isso, quando ouvi falar que haveria o batismo nas águas, decidi ter uma nova vida e tomei o passo mais importante: me batizei. Agora sei que muitas outras conquistas virão”, comemora.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Mate a sua fome

Se você sente que há um vazio dentro do seu coração, que ninguém consegue preencher, nem amigos, bebida, drogas, namorado, filho, dinheiro, seja o que e quem for, saiba que esse espaço tem dono, ele pertence a Deus. Pois, assim como o corpo avisa quando algo está errado, por meio da febre, dor, infecção, quando o seu espírito está precisando de alimento, ele também pede.

Sabe essa angústia, tristeza, raiva, vontade de fazer algo que não entende o que é, esses e outros sentimentos do tipo? Eles representam o ronco de fome da sua alma. Por isso, deixe que o Espírito Santo preencha esse lugar. 

Eu recomendo que você acompanhe a programação do canal da internet IURD TV http://www.arcauniversal.com/iurdtv/. Deixe o preconceito de lado e conheça por si mesmo o que é ensinado na Universal, não deixe a mídia lhe influenciar. Uma coisa eu lhe garanto: eu sou completa e não sou bitolada, crente, "Bíblia" e muito menos manipulada por ninguém. E olha que eu estou mais da metade da minha vida nessa igreja (caramba, tô ficando velha mesmo). Bonitinha e bonitão (esses adjetivos são do Roni Von...rs ), só estou falando de algo que me fez bem e que sinto vontade de compartilhar com todos.

Ô da poltrona (ah, esse você sabe de quem é, do Didi Mocó), coloque uma coisa na sua cabeça: a sua vida é prioridade. Busque ajuda enquanto está vivo!

Agora, para finalizar meu convite a uma vida melhor, responda-me com sinceridade a pergunta que vou fazer. Olhe bem para a foto abaixo e me diga: esses são semblantes de pessoas enganadas por bispos e pastores? Dúvido! Dá para perceber que tanto o nosso corpo como o nosso espírito estão muito bem alimentados, podemos dizer que a parte física está até demais, né! Hellowwww.... Pare de choramingar, mude a sua história!



sábado, 26 de fevereiro de 2011

Água: um bem finito que fará muita falta



Pequenas ações diárias e métodos de reuso podem prolongar a água no planeta


Por Cinthia Meibach


A falta de água quando se está com sede ou ao abrir o chuveiro para tomar banho, mesmo que seja por um curto período de tempo, incomoda bastante. A maioria das pessoas está acostumada a desfrutar deste recurso abundantemente, porém, por mais que o planeta Terra seja composto por três quartos de água, 97% desse total é salgada, e somente 3%, doce. Dessa quantidade doce, apenas 1% é composto por água potável. Embora a quantidade para consumo seja pouca, muitas pessoas desperdiçam essa minoria, fazendo o uso sem controle do recurso natural.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cada pessoa necessita de 3,3 mil litros de água por mês, o que corresponde a 110 litros por dia para atender as necessidades de consumo e higiene. No entanto, no Brasil, o consumo por pessoa pode chegar a mais de 200 litros por dia.

A ambientalista e presidente da Organização Não Governamental (Ong) Niega, Aparecida Fonseca, acredita que a água se tornará escassa, caso não ocorra o uso consciente do recurso natural pela população. “A água obedece a um ciclo natural de reposição, porém, com o aquecimento global, esse ciclo poderá ser alterado, provocando a escassez desse recurso. Além disso, temos também o desperdício da água que vai parar em rios e represas poluídas, ocasionando a perda. Poderia ser tratada para o abastecimento humano”, explica.

Ela faz questão de ressaltar que a conscientização promovida pelo Governo e pelo setor privado, por meio de campanhas na mídia, informativos em empresas, distribuições de cartilhas, promoção de eventos sobre o uso racional e um programa de reuso da água, poderá contribuir para que as pessoas utilizem o recurso de forma adequada.

Reutilização

Algumas empresas e Ongs se esforçam para implantar um programa de reuso da água, adotando métodos de utilização da água de chuva para lavar calçadas e quintais, da água do banho para descarga e o reuso presente no esgoto. Esses reaproveitamentos, na prática, poderiam suprir quase 100% da água de um lar, porém, o alto custo de algumas instalações impede que a população aplique os sistemas nas residências.

A bióloga, Dina Alves, de 37 anos, bem que gostaria de aplicar algum sistema de reuso no apartamento em que mora, porém a falta de espaço inviabiliza a instalação. Mas, mesmo assim, ela faz o que pode para preservar ao máximo o recurso natural. "Eu faço a minha parte, reduzo o consumo da água, de energia e reciclo o lixo. Por causa desses pequenos gestos, algumas pessoas a minha volta seguiram o meu exemplo e reduziram o consumo", declara.

Visando transformar essa realidade, instituições e pessoas comuns dedicam o tempo para pesquisas e invenções de modos sustentáveis que possam ser incorporados pela população. Uma dessas pessoas é o técnico agrícola Edison Urbano. Ele criou uma organização chamada “Sempre Sustentável”, em que oferece dicas de como instalar equipamentos de reuso de água, como por exemplo minicisternas feitas com galões (foto ao lado), sem gastar muito e em espaços pequenos. “Ao instalar uma cisterna grande, que coleta a água de chuva, a pessoa tem uma economia de 30% no pagamento da conta de água. Se optar pelo reuso da água do banho, economizará mais 30%. Os projetos são manuais e baratos. Aplicando esses métodos, o planeta é beneficiado e o bolso das pessoas também”, afirma.

Como economizar

A água deve ser utilizada com cautela, pois apesar da aparente abundância em nosso País, é um bem finito, que fará muita falta. Por isso, seguem algumas dicas de economia que podem ser incorporadas ao dia a dia de todos, diminuindo os gastos deste recurso tão precioso:

- Não use mangueiras para lavar pisos, calçadas e automóveis. Utilize água de lavagem de roupas, reaproveitando a água que seria jogada na rede de esgoto;

- No banho, estipule um período de no máximo 5 minutos e, quando possível, desligue o chuveiro enquanto se ensaboa;

- Feche torneiras enquanto escova os dentes, faz a barba e ensaboa a louça;

- Troque as válvulas de descarga por caixas acopladas ao vaso sanitário com limitador de volume por descarga;

- Não lave a roupa aos poucos, deixe acumular um pouco e lave tudo de uma vez;

- Ao molhar as plantas, use o regador em vez de mangueira;

- Em caso de vazamentos, procure assistência o mais rápido possível.